quinta-feira, 10 de maio de 2018

Estou passando uma temporada na Piedade, me possibilitando ter experiencias sonoras novas e um tanto "pertubadoras".
Minhas impressões dessa semana começaram em casa, ao som de pandeiro, violão e batuques em galão de água e na mesa da cozinha, e no mesmo momento os anúncios de vendedores na rua. O que mais me chamou atenção foi o vendedor de cortador de temperos; legumes "e tudo mais que você pode imaginar, minha cliente" que anunciava o produto como quem declama uma poesia, contando inclusive, com o auxilio de um microfone.
Nos meus trajetos dessa semana (casa- ponto do buzufba- escola de musica- ondina), os sons mais presentes e os únicos que me atentei, foram os sons de carros, vendedores de amendoim; picolé; guarda-chuva; O CARRO DO OVO (!!! ESPECIALMENTE!!! 30 OVOS, 10 REAIS)
E durante a noite, ao chegar em casa, o barulho de jatos d'agua lavando a praça da piedade; pessoas em situação de rua conversando, algumas crianças gritando, os transportes passando rapidamente, um menino fazendo a escala de dó maior (ele faz quase toda noite) até alguém na rua gritar " CALA A BOCA P*****" ( isso quase toda noite também). E por fim, o Pastor e seu grupo, pregando, cantando e distribuindo alimentos pros moradores de rua - "O DEMONIO QUE SE APOSSOU DO SEU CORPO E DA SUA ALMA, QUE TE FEZ ENTRAR NO MUNDO DAS DROGAS; DA ILEGALIDADE; DA PROSTITUIÇÃO, MEU IRMÃO.. ELE VAI SAIR DAÍ!!!"- ouvi também os moradores de rua interagindo com o grupo, cantando as musicas, chorando, gritando, alguns pedindo silencio (ou "CALA A BOCA P****")

Ps. Creio que minhas impressões sonoras talvez não estejam tão de acordo com o que foi pedido, visto que relatei sons urbanos, cotidianos e que não são tão culturais. No entanto, foram os sons mais presentes da minha semana e não pude deixar de relata-los.. Enfim, continuarei com os ouvidos atentos.

quarta-feira, 9 de maio de 2018


Impresiones da semana
09/05/18

Nesta semana fomos a conhecer o bairro Brotas. Durante o trajeto (a pé) escutamos diferentes estilos musicais que sairam dos aparelhos de son dos locales comerciales, o barulho das pessoas e do tránsito na rua. Chegamos no límte do bairro com outro bairro (não me lambro o nome) e passamos por um parque chamado “Bela vista do sol” que tém uma construção abandonada (o parque em geral esta abandonado); lá se escutaba muito forte o son das cigarras, eu gosto muito desse son.
Sexta feira de tarde teve aula de "Atelier Contemporáneo", um dos meus companheros de turma (Bladimir) tocou para a gente algumas das pezas a apressentar num concerto que tinha no dia seguinte; ele toco violão clásico e contemporâneo. Foi muito bonito.
A noite, na roda de capoeira do grupo em que eu participo (Nzinga) tivemos Sarão e escutei por primeira vez e ao vivo uma viola caipira (tinha muita curiosidade e gostei demais), tivemos muitas musicas diferentes (até de Grécia), uma flauta doce e poesia. Foi bom.
Domingo pasado fez uma festa na minha casa pra inaugurar o espaço cultural, lá fizemos uma apresentação com o meu grupo (trio) tocamos música latinoamericana (dos Andes desde Chile até Colombia, do Paraguai e do Brasil). Logo tocou um grupo de música da costa Colombiana chamado (Son de Cumbia). Depois disso e ainda antes de começar nossa apresentação, o pessoal assistente tocou muitos outros gêneros musicais, tivemos Capoeira, Samba de roda, Forro, Baiao e outros ritmos que eu não conheço. Foi muito legal.
Para fechar a semana fui a uma apressentação de Bahiao na terça feira. Um homenagem a Luiz Gonzaga e mostra de composições de estudantes da UFBA. Foi muito interesante.
Em quanto ao son de tambores que escuto semanalmente no meu morro, já identifiquei o origem, más não tem volto a soar e ainda não falei com o autor para perguntar o que é.
É tudo por enquanto, continuo atenta aos novos sons do meu redor...

segunda-feira, 7 de maio de 2018


Impresiones musicales da semana.
2 de maio de 2018

Escutei muitos sons da natureza. Cigarras na parada de ônibus da UFBA (Pro retoria) e o son do mar na minha janela (esse eu gravei).
Todos os días acordo escutando a Brisa, minha vizininha de 5 anos que mora abaixo da minha casa e acorda contente brincando e cantando antes de ir pra escola.
Lembro de ter escutado mais o menos uma vez por semana o son de um tambor e o canto de um homem numa música que eu (desde minha ignorancia) relaciono com candomble1; mais esta semana não escutei e ainda não tenho identificado o origem exato.
Soube de uma samba de roda à que infelizmente não conseguí assistir e fuí a um “pagode” no qual escutei Xote, Arrastapé, Bahião, Choro e Pagode, alem de MPB e Reggae, tudo ao vivo. Foi muito legal más não consegui gravar. Também fui pra Capoeira Angola, trenei, joguei, toquei e cantei, mas também não gravei.
Trabalhe quasi todos os días no Onibus e fez varias gravações de video com o meu celular (não é uma boa qualidade de som mas da pra se evaluar) e também estive ensaiando com um novo integrante do grupo e fez gravações de som.
Alem dizo o paisagem visual e acustico mais bonito da semana foi subindo pelo morro de San Lázaro: Duas mães brincando com monte de criançãs na rua, um jogo de pelota que na minha terra chama-se de “Ponchado”. Lembre da minha infança e até de outros tempos mais recentes.
Foi lindo ficar mais atenta a esses detalhes sonoros que fazem a diferença do dia a dia.



1Minha amiga brasileira falo que parecía Ijexa.