sexta-feira, 27 de abril de 2018

Terceiro encontro!

AQUILOMBAR

  ( Reflexão do texto: Nem Centro, Nem Periferia: Sociabilidade, Cultura e mundos sonoros em bairros  populares  em salvador, de Angela Luhning)





    ( Frases das discussões do texto)

Aquilombar verbo que apesar de viver, conheci recentemente. O verbo transitivo direto, a- qui-lom –bar. Fazer-se quilombo, reunir forças, resistir.


Nesse terceiro encontro refletimos sobre as comunidade de salvador  e todos os seus aspectos, movimentos, origem. Que com certeza, muitas delas nasceram de um quilombo, de uma união de pessoas  que emana resistência até hoje . 


E seguimos aquilombando!

domingo, 22 de abril de 2018

A aula de Quinta - Feira , dia 19/04/18


  • Fizemos uma breve apresentação de cada pessoa presente e  cada um fez seus comentários acerca das leituras feitas dos textos "Solos Culturais" e "O que é Favela Afinal" correlacionando com suas próprias leituras de mundo, experiências, vivências e ideias do que é "favela".  Ficamos certos de que Favela não pode ser generalizada, pois existem diversas formas de favela, com culturas próprias e identidades locais; Favela é independente da Cidade.
  • Fizemos o início da construção do mapa de Salvador, com base nos locais que queremos visitar e marcando os locais onde cada pessoa do grupo mora. Utilizamos um mapa turístico de Salvador e constatamos que o mapa não contempla todos os lugares existentes na cidade, inclusive alguns bairros, como o meu, Boca do Rio, estava em um quadrado a parte, e bairros como Piatã e Auto de Coutos nem apareciam no mapa.
  • Ficamos com a ideia de "Apartamento" ter alguma relação com o "apartheid".
    Ao Buscar o significado da palavra apartamento, encontrei o que se segue:


1. Substantivo masculino. Separação, afastamento, despedida.Ausência, retiro, solidão.
Compartimento em um prédio, com várias peças, destinado à residência, em geral, de uma só família.

Sinônimos de Apartamento

Apartamento é sinônimo de: afastamento


2. Apartamento¹.
Ato ou efeito de apartar.
Apartamento²
m. Ant.
Compartimento, quarto, parte de um prédio destinado a uma família.
(Cp. fr. appartement)
Novo Diccionário Da Língua Portuguesa © 1913



3. A palavra “apartamento” tem a sua origem no italiano “APPARTAMENTO”, de “APPARTARE”, que por sua vez significa ‘colocar de lado, separar’, do latim AD, ‘a’, mais ‘PARS’, ‘parte’.

O “apartamento”, atualmente, é uma unidade habitacional presente em edifícios e em conjuntos habitacionais. Há diversos tipos, de acordo com o seu tamanho: quitinetes (com um quarto), unidades de 2, 3, 4 a até mais dormitórios, tem a possibilidade de haver suítes (quartos com banheiros exclusivos) e garagens.

Fonte: https://www.gramatica.net.br/origem-das-palavras/etimologia-de-apartamento/


Procurando o significado da palavra "apartheid" encontrei:

1. Do Africâner APARTHEID, "separação", de APART, "separado, de lado", mais HEIT, sufixo que expressa situação, condição, estado.

Fonte:http://origemdapalavra.com.br/pergunta/apartheid/

2. Substantivo masculino[História] Política de discriminação racial ou separação entre a raça branca e negra, propagada por uma minoria branca, durante grande parte do século XX, na África do Sul. Tudo o que estiver relacionado com o ato de segregar, principalmente no âmbito racial.

Fonte:&https://www.dicio.com.br/apartheid/

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Segundo encontro!


Se tem uma palavra que representa esse segundo encontro é a palavra Diversão!
Que encontro maravilhoso! e as as performances!? Não sei não, viu. Mas acho que essa ACCS é a mais divertida e criativa de todas!

Começamos a tarde com boas discussões dos textos “O que é a favela, afinal?” e “Solos culturais”. Nessas discussões também fizemos reflexões, das quais uma delas foram. Será que em Salvador existi  favelas ou são comunidades? Será que estamos aderindo o termo favela por influencia das novelas produzidas no rio de janeiro? Com essas perguntas já deu pra vê que deu "muito pano pra manga!"



Já começamos a construir nosso mapa de visitações. Primeiro, fomos encontrar as nossas ruas e bairros pelo mapa turístico de salvador. E não é que a rua Tote tá no mapa!

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Depois de encontra a rua Tote! ( rs) .Começamos a construir nosso próprio mapa, e também já nesse momento, começamos a refletir a quais lugares iremos visitar.



No final fizemos uma atividade corporal e performance maravilhosa. Criatividade nos ressume.


Já estou ansiosa para o próximo encontro!
Essa turma promete!


domingo, 15 de abril de 2018


ACCS: Diálogos com práticas culturais soteropolitanas


Ementa:
Abordagem de vivências e práticas culturais/ artísticas em diversos contextos sócio-geográficos de Salvador, com ênfase em bairros populares, tanto através de observações e participações pelo grupo de estudantes participantes (que deve assumir o protagonismo na indicação de lugares e vivências), quanto por leituras de textos e discussões coletivas concernentes ao tema, buscando construir diálogos e colaborações com as formas de expressão observadas e vivenciadas, através de meios e em formatos a definir e a experimentar durante a disciplina. A disciplina ainda inclui a proposta de uma culminância cênico-musical cujo formato e local de realização dependerá das características específicas das vivências, evitando que se estabeleça de forma antecipada modelos e formatos prontos, sem antes de conhecer de fato as realidades culturais a serem vivenciadas
Áreas envolvidas na proposta:
Etnomusicologia, música, teatro, antropologia, educação social

Horários:
A definir, conforme observações do grupo participante; realização alternada de aulas “teóricas” e idas ao campo e vivências em bairros e lugares a definir, conforme vivências e contatos anteriores do grupo de participantes.
Aulas fixas na EMUS, às quintas feiras, das 13 – 16.40h, idas ao campo neste mesmo dia e/ou horários alternativos, conforme necessidade dos acontecimentos culturais e a disponibilidade de agenda do grupo de estudantes participantes.

Objetivos:
- Abordar de forma crítica o conceito de arte e cultura através da participação ativa de alunos e alunas que trazem suas experiências e vivências de bairros populares em Salvador e/ou outros locais.
- Aproximar-se a uma bibliografia especializada que aborda a questão da diversidade cultural em contexto urbanos brasileiros.
- Estabelecer relações de descobertas e trocas com comunidades e suas variadas expressões culturais na grande Salvador.
- Realizar visitas/ observações / vivências em bairros (em especial os populares) a partir de contatos já pré-existentes, seja da parte das professoras ou do grupo de participantes,
- Buscar e incentivar trocas entre pessoas e expressões de bairros diferentes, bem como visar possíveis visitas destas pessoas às escolas de Artes, se o desejarem.
- Realizar, se possível, uma culminância artística/ cultural entre o grupo de estudantes participantes e um (ou mais) dos contextos visitados, a ser mostrado em lugares a definir, inclusive na EMUS ou EMAC. 
- Realizar experiências/intercâmbios artísticos, integrando os/as estudantes e pessoas/ grupos participantes dos contextos visitados, a ser mostrado em lugares a definir, inclusive na EMUS ou EMAC

Conteúdo programático:
Compartilhamento de vivências com colegas
Leituras sobre contextos culturais comunitários
Processo do despertar do sensível através de metodologias de arte-educação
Discussão de conceitos como cultura, arte, espaço público, urbanismo e bairros periféricos
Observações de contextos culturais em bairros diferentes
Possível mapeamento a partir das observações feitas
Participações do grupo de estudantes em contextos escolhidos
Processos criativos e intercâmbio artístico nos e com os contextos visitados
Reflexões finais, juntando leituras e vivências
Construção coletiva de uma experiência artística cultural fruto da convivência entre todos os/as estudantes participantes e grupos comunitários, em forma de cena, recital de poesias, texto-manifesto etc)

Contexto da comunidade:
Teoricamente todos os bairros de Salvador poderiam ser envolvidos, em especial os bairros periféricos, sejam-nos em termos geográficos e /ou sociais, como locais pouco percebidos pela sociedade soteropolitana, a não ser de forma negativa e preconcebida. Mas, na prática in inclusão, ou não, depende dos vínculos já existentes das pessoas participantes. Pensamos nos bairros ditos populares que guardam muitas características culturais particulares, muito além dos estereótipos criados pelas mídias e o senso comum. Desta forma a disciplina entende-se como possibilidade de conhecer a cidade a partir de outro ângulo e permitir ao grupo de participantes de ampliar seu conceito de cultura e arte a partir de suas próprias vivências, observações e experiências novas e diferentes, idealmente guiadas por participantes residentes nos bairros visitados. Isso contribuirá para uma visão mais equilibrada de conceitos de cultura e espaço urbano, desconstruindo definições estanques relativos ao conceito cultura.   

Interdisciplinariedade:
A proposta propõe-se a retomar vivências e convivências não apenas entre parte das escolas de Artes que por 20 anos desenvolveram várias atividades e disciplinas como EMAC (1969 a 1989), mas também com a cidade do Salvador, seus vários espaços e as pessoas que nela habitam, partindo da constatação do ainda pouco diálogo entre universidade e sociedade, salve poucas exceções. Devido a não inclusão e não consideração sistemática de vivências culturais no currículo da EMUS, além do cânone ainda pautado em referências musicais europeias, torna-se urgente permitir e incentivar a descoberta, a percepção e o reconhecimento de outros modos de ser expressar artisticamente e dos locais onde acontecem música/ arte/ cultura. Sabendo que hoje muitos alunos/as da UFBA vem de bairros periféricos de Salvador, sendo cotistas ou não, torna-se importante entendê-los/las como protagonistas para guiar os/as colegas de turma na descoberta de outros espaços e suas vivências para assim ampliar os conceitos vigentes de cultura/ música e arte, além de discutir desigualdades sociais e aspectos interdisciplinares e pensar em possíveis desdobramento das reflexões e descobertas para os currículos em vigor.
Em relação às pessoas nos locais a serem visitados podem surgir as mais diversas demandas, ainda não previsíveis que devem ser ouvidos com sensibilidade, para pensar nos melhores encaminhamentos e desdobramentos, sem querer direcioná-los desde já e evitando atitudes paternalistas ou de percepção condescendente ou “exotizante” das pessoas, suas expressões e das possibilidades de diálogo. 

Metodologia:
A metodologia busca o reconhecimento de vivências culturais prévias dos/das estudantes participantes, fortalecendo o seu protagonismo. Assim acredita-se que haja uma motivação especial para as pessoas participantes poderem trazer suas vivências e construir a partir da diversidade novas propostas de diálogos entre contextos muitas vezes desconectados entre si ou não percebidos pelo contexto universitário.
Desta forma os locais a serem visitados dependem, em última instância, do efetivo perfil do grupo de participantes, embora possa haver sugestões da parte das professoras responsáveis, caso demore em ter contribuições, como p.ex.: o sarau da onça (Sussuarana), o sarau urbano (Engenho Velho de Brotas), a batalha de freestyle no Dique, encontros e ensaios de grupos de samba junino em vários bairros populares, entre várias outras possibilidades de expressões a serem visitadas.
A participação ativa do grupo de participantes na indicação/escolha de locais e vivências culturais, musicais ou cênicas, a serem visitados será um diferencial de componentes convencionais, o que levará também à discussão de questões estéticas, éticas e conceituais que irão além do aspecto artístico, pois infalivelmente trarão questões como desigualdade e exclusão social, preconceito cultural e estético, políticas de representação e racismo, entre várias outras questões. Entendemos a metodologia como proposta aberta, necessariamente precisando das possibilidades de direcionamento da parte de todo o grupo de participantes, o que nos faz evitar propositalmente definições e decisões prévias.    

Avaliação:
A partir da participação de pessoas com vivências prévias em bairros diversos será possível conhecer a diversidade cultural na prática e refletir sobre ela ao longo da realização da atividade. O grupo de participantes receberá um questionário de sondagem no início para colocar suas percepções, bem como no final. Assim será possível perceber o nível e a profundidade das percepções, reflexões e possíveis mudanças nas suas percepções.
O diálogo artístico com pessoas ou grupos envolvidos no processo ao longo do semestre levará a formas de expressão em constante construção. Uma das várias observações vividas/ colaborações artísticas pode ser transformada em uma vivência criativa, a ser apresentada em um lugar a definir, seja na UFBA ou fora dela, assim levando a novas discussões sobre lugares, formatos e expressões.  Consideramos que criações artísticas, fruto da convivência entre estudantes e agentes culturais locais, bem como Rodas de Conversa nesses locais, são indicadores quantitativos e qualitativos importantes.
Indicadores de avaliação da melhoria prevista para a atuação docente:
A inserção das docentes em um processo dialógico trará importantes reflexões para fundamentar novas propostas para o contexto de atuação docente nas unidades de origem das duas docentes, mesmo que já tenham ampla experiência fora da UFBA. Mas certamente a atividade ACCS em conjunto com o grupo de estudantes e pessoas oriundas de comunidades diversas, levará a um reconhecimento de outra práticas culturais- artísticas que permitem ampliar discussões e fortalecer propostas metodológicas diferentes em sala de aula.
A relação com um número diversificado de pessoas, grupos culturais e comunidades reforçará também o compromisso de pensar nas responsabilidades da atuação docente para com o incentivo a pessoas que queiram se aproximar às escolas de Artes da UFBA, mas ainda não as conheçam.

Sintese de diferença de outras disciplinas:
Mesmo que já haja diversas disciplinas que se proponham a mergulhar no ambiente da cidade, ainda não existe nenhuma disciplina com esta abrangência na EMUS que busque dialogar com pessoas, espaços, lugares e expressões presentes neles. Na Escola de Teatro há um pouco mais de prática neste sentido, mas ainda sem um diálogo com a EMUS, assim a parceria entre as duas unidades também parece ser uma diferencial importante. Caso haja propostas parecidas em outras unidades, estas por sua vez, aparentemente, não envolvem alunos e alunas de música, pois não houve ainda relatos neste sentido.

Bibliografia:
ARAÚJO, Samuel et alli. A violência como conceito na pesquisa musical: reflexões sobre uma experiência dialógica na Maré, Rio de Janeiro. Revista Transcultural de Música/ Transcultural Music Review, no. 10, 2006.
BARBOSA, Jorge Luiz (Org.). O que é a favela, afinal? Rio de Janeiro, Observatório de Favelas, 2009.
________; DIAS, Caio Gonçalves. Solos culturais. Rio de Janeiro, Observatório de Favelas, 2013

COUTINHO, Marina Henriques. A favela como palco e personagem. Rio de Janeiro: FAPERJ, 2012.
CUNHA, Neiva Vieira da; FELTRAN, Gabriel de Santis (Orgs.). Sobre periferia: novos conflitos no Brasil contemporâneo. Rio de Janeiro: Lamparina e FAPERJ, 2013.
DOURADO, Paulo; MILET, Maria Eugênia. Manual de Criatividade. Salvador, EGBA, 1998.
ESPINHEIRA, Gey. Sociedade do Medo. Salvador: EDUFBA, 2008.
________. Metodologia e prática do trabalho em comunidade. Salvador: EDUFBA, 2008.

GOMES, Henriette Ferreira; NOVO, Hildenise Ferreira et alli., (Org.). Informação e Protagonismo Social. Salvador: EDUFBA, 2017
LUHNING, Angela. Nem centro, nem periferia: sociabilidade, cultura e mundos sonoros em bairros populares em Salvador. Revista Arteriais, (Belém), v. 3, p. 85-109, 2016.
SERPA, Angelo (Org.). Espaço público na cidade contemporânea. Salvador, EDUFBA/ São Paulo, Editora Contexto, 2007a.
_________. Cidade popular: trama de relações sócio-espaciais. Salvador, EDUFBA, 2007b.