quarta-feira, 11 de julho de 2018

O fluir do trem

Os carros preencheram grande parte da sonoridade presente no percurso que fiz do ponto de onibus até o trem. Ao chegar na Calçada, ouvia-se pessoas conversando, vendendo frutas, amendoim, salgados, e a partir daí outros sentidos foram explorados, o cheiro de tangerina ( que me fez lembrar da necessidade de trazer sempre dinheiro pra comprar fruta na rua) e os olhos atentos ao lugar desconhecido e a estação de trem.
Ao entrar no trem, os sons foram diversos, começando com as vozes inquietas de quem entrava e saía, os som dos trilhos, de passos, crianças alegres e curiosas. Após um tempo de viagem, a experiencia sonora se tornou ainda mais prazerosa com as canções tocadas e cantadas por Katalina. 
O percurso fluiu com a vista ora do mar, ora de casas e construções, pescadores, canoas, matas. A cada parada, com o sair e entrar de pessoas, se renovava o ambiente, com jovens, idosos e crianças. Junto com os passageiros, entrava também as vezes o cheiro de peixe junto aos versos de Caymmi que transitavam na cabeça: "O canoeiro joga a rede, joga a rede no mar (...)"